O que mudou na divulgação de apostas e jogos online em 2026
A publicidade do Jogo do Tigrinho passou a exigir ainda mais atenção depois das novas regras divulgadas pelo Governo Federal em julho de 2026. Anúncios de plataformas autorizadas devem apresentar advertências claras sobre os riscos das apostas, enquanto influenciadores, afiliados, parceiros e demais participantes da divulgação também podem ser responsabilizados por conteúdos irregulares.
As mudanças não tratam apenas de comerciais produzidos diretamente por uma casa de apostas. Pelo contrário, as obrigações podem alcançar vídeos, publicações patrocinadas, banners, Stories, transmissões, links afiliados, anúncios impulsionados e outras formas de promoção direta ou indireta.
Além disso, as novas normas reforçam a proibição de divulgar marcas, aplicativos, sites ou perfis de plataformas que não estejam autorizadas a funcionar no mercado brasileiro.
Portanto, uma publicação sobre Fortune Tiger não pode ser avaliada somente pela imagem do tigre ou pelo texto utilizado. É necessário verificar se existe intenção comercial, qual plataforma está sendo promovida, se o conteúdo foi identificado como publicidade, quais promessas são feitas e para qual público a mensagem foi direcionada.
Este artigo explica como funcionam as novas regras para anúncios do Jogo do Tigrinho, o que muda para influenciadores e afiliados, quais advertências devem aparecer e como diferenciar uma publicação editorial de uma promoção comercial.
Publicidade do Jogo do Tigrinho: resposta rápida
Desde 17 de julho de 2026, a propaganda de apostas de quota fixa deve apresentar uma advertência oficial do Ministério da Fazenda. A mensagem precisa estar na horizontal, ser clara e legível e ocupar pelo menos 10% da área do anúncio.
- A publicidade deve promover somente operadores autorizados.
- O conteúdo comercial precisa ser claramente identificado.
- Influenciadores e afiliados também devem cumprir as regras.
- Promessas de renda, investimento ou ganho garantido são proibidas.
- Anúncios não podem ser direcionados a menores de 18 anos.
- Personagens e linguagem não podem ser usados para atrair crianças.
- A advertência oficial precisa aparecer com destaque suficiente.
Índice do artigo
As regras se aplicam ao Jogo do Tigrinho?
Quais advertências são obrigatórias?
Como funciona a regra dos 10%?
Quem pode ser responsabilizado?
O que muda para influenciadores?
O que muda para afiliados?
Quais promessas são proibidas?
Plataformas não autorizadas
Proteção de crianças e adolescentes
O tigre pode aparecer em anúncios?
Instagram, TikTok, YouTube e Telegram
Conteúdo editorial ou publicidade?
Como avaliar um anúncio?
Como o projeto identifica publicidade?
Perguntas frequentes
Esta página analisa exclusivamente as regras de publicidade. Para entender se uma plataforma pode operar no país, consulte nosso conteúdo sobre a legalidade do Jogo do Tigrinho no Brasil .
O que mudou na publicidade de apostas em julho de 2026?
Em julho de 2026, foram publicadas duas normas que reforçaram as exigências aplicáveis à publicidade, à comunicação, ao marketing e à oferta de apostas de quota fixa no Brasil.
A Portaria SPA/MF nº 1.964, de 3 de julho de 2026, alterou regras anteriores relacionadas ao jogo responsável e passou a exigir novas advertências oficiais nas peças publicitárias.
Além disso, a Portaria Interministerial MF/SECOM/MJSP nº 73, de 10 de julho de 2026 reforçou a proteção dos consumidores e ampliou o alcance das obrigações para diferentes participantes da cadeia de divulgação.
Dessa forma, a fiscalização não precisa observar apenas a casa de apostas que contratou uma campanha. Dependendo da situação, também podem ser analisadas as condutas de agências, plataformas digitais, veículos, influenciadores, afiliados e outros agentes envolvidos.
As novas advertências obrigatórias entraram em vigor em 17 de julho de 2026. Portanto, peças comerciais publicadas ou mantidas depois dessa data precisam ser avaliadas conforme as exigências vigentes.
O texto oficial pode ser consultado na página do Ministério da Fazenda sobre as novas regras .
As regras de publicidade se aplicam ao Jogo do Tigrinho?
As apostas de quota fixa regulamentadas no Brasil abrangem tanto apostas esportivas quanto determinados jogos online. Por isso, uma propaganda que promova Fortune Tiger dentro de uma plataforma autorizada pode estar sujeita às normas aplicáveis ao setor.
Entretanto, é importante separar o nome do jogo da atividade publicitária. Uma matéria jornalística, uma análise técnica ou um conteúdo educativo não se transforma automaticamente em anúncio apenas porque menciona o Jogo do Tigrinho.
Por outro lado, quando uma publicação tem o objetivo de promover uma marca, encaminhar o usuário para uma plataforma, estimular um cadastro ou gerar uma comissão por depósito, existe uma finalidade comercial que precisa ser claramente reconhecida.
Portanto, a aplicação das regras depende do contexto. Entre os elementos que ajudam a identificar uma publicidade estão:
- existência de pagamento pela publicação;
- presença de link afiliado;
- recebimento de comissão por cadastro ou depósito;
- uso de cupom, código ou link rastreável;
- contrato de patrocínio ou divulgação;
- oferta de bônus ou vantagem promocional;
- pedido direto para abrir uma conta;
- exposição planejada da marca ou da plataforma.
Consequentemente, chamar um vídeo de “opinião pessoal” não elimina sua natureza comercial quando existe remuneração, benefício ou relação publicitária.
Quais advertências devem aparecer nos anúncios?
A nova regulamentação determina que a propaganda de apostas de quota fixa apresente uma das três advertências estabelecidas pelo Ministério da Fazenda.
As frases oficiais são:
- Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência.
- Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro.
- Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento.
A escolha de uma dessas frases não permite alterar seu sentido, reduzir sua visibilidade ou escondê-la em uma área que o consumidor dificilmente perceberá.
Além disso, a advertência não deve ser tratada como um detalhe decorativo. Sua função é informar de maneira direta que a atividade envolve riscos financeiros e pode causar comportamento problemático.
Portanto, uma frase pequena colocada no canto, com baixo contraste ou parcialmente coberta por elementos da interface, pode não cumprir a finalidade da norma.
A expressão “jogue com responsabilidade” é suficiente?
A expressão “jogue com responsabilidade” continua sendo relevante em campanhas e conteúdos sobre prevenção. Entretanto, ela não substitui necessariamente as novas advertências obrigatórias estabelecidas pelo Ministério da Fazenda.
Dessa forma, o anunciante precisa verificar qual mensagem é exigida pela regulamentação pública e quais alertas adicionais são recomendados pelo Código do CONAR.
Em outras palavras, uma peça pode precisar combinar a advertência ministerial, o aviso de idade e outras informações exigidas para seu formato.
Como funciona a regra dos 10% da área do anúncio?
A advertência deve ser apresentada na horizontal, de forma clara e legível, ocupando pelo menos 10% da área da publicidade.
Isso significa que o aviso não pode ficar reduzido a uma linha quase invisível. Além disso, o contraste entre texto e fundo precisa permitir a leitura sem esforço desproporcional.
Em uma imagem para redes sociais, por exemplo, o anunciante precisa reservar uma parte visível da própria peça para a advertência. Colocar o alerta apenas no texto da legenda pode não reproduzir a exigência visual aplicada ao anúncio.
Da mesma forma, inserir a mensagem depois de várias hashtags ou escondê-la atrás do botão “ver mais” pode dificultar o acesso imediato do consumidor.
Entretanto, a aplicação concreta pode variar conforme o formato. Vídeos, Stories, transmissões, banners e peças estáticas possuem características diferentes. Portanto, campanhas profissionais devem passar por análise jurídica e de conformidade antes da publicação.
O aviso precisa ser realmente visível
A advertência não deve ser escondida por botões, recortes, legendas, elementos da plataforma ou baixo contraste. Sua presença precisa ser clara para o consumidor desde o primeiro contato com o anúncio.
Quem pode ser responsabilizado pela publicidade?
Uma das mudanças mais relevantes de 2026 é o reforço da responsabilidade de todos os agentes envolvidos na produção e divulgação da publicidade de apostas.
As regras podem alcançar pessoas físicas ou jurídicas que produzam, promovam, patrocinem, divulguem, transmitam, distribuam, impulsionem ou veiculem anúncios, tanto de forma direta quanto indireta.
Consequentemente, a responsabilidade não desaparece quando a marca entrega um texto pronto ao influenciador ou quando uma agência terceiriza a campanha para outro parceiro.
Entre os participantes que podem estar envolvidos estão:
- operadores de apostas;
- agências de publicidade;
- influenciadores digitais;
- afiliados e donos de sites;
- embaixadores de marcas;
- parceiros comerciais;
- veículos de comunicação;
- plataformas digitais;
- responsáveis pelo impulsionamento;
- produtores e distribuidores da peça.
Portanto, “apenas republiquei o material recebido” pode não ser uma defesa suficiente diante de uma campanha irregular.
A norma também permite uma atuação coordenada entre órgãos ligados à fiscalização das apostas, à defesa do consumidor e à proteção dos direitos no ambiente digital.
O que muda para influenciadores do Jogo do Tigrinho?
Um influenciador que recebe dinheiro, comissão, saldo promocional, presentes ou qualquer outra vantagem para divulgar uma plataforma deve deixar a natureza comercial imediatamente clara.
O CONAR estabelece que a publicidade feita por terceiros precisa ser ostensiva e distinguível do conteúdo editorial ao redor. Portanto, o consumidor não deve precisar assistir ao vídeo inteiro para descobrir que se tratava de uma campanha paga.
Expressões como publicidade, anúncio, publi ou outra identificação inequívoca podem ajudar, desde que apareçam de maneira visível e sejam compreendidas imediatamente.
Contudo, utilizar uma hashtag escondida entre dezenas de outras palavras pode não ser suficiente. Da mesma forma, uma identificação exibida por poucos segundos pode não atender ao princípio de transparência.
Mostrar uma suposta vitória é publicidade?
Depende do contexto. Um vídeo espontâneo pode registrar uma experiência pessoal. Entretanto, quando existe contrato, comissão, link rastreado ou benefício comercial, a publicação precisa ser tratada como publicidade.
Além disso, mesmo uma vitória real não pode ser apresentada como resultado esperado para todos. Uma gravação selecionada mostra apenas um momento e não representa o conjunto das perdas e resultados da atividade.
Portanto, frases como “todo mundo consegue”, “é só repetir este método” ou “o jogo está pagando agora” podem criar uma percepção enganosa.
O influenciador pode dizer que ficou rico jogando?
A publicidade de apostas não deve apresentar a atividade como caminho para enriquecimento, renda, investimento ou solução de problemas financeiros.
Da mesma forma, não deve associar o jogo ao sucesso profissional, social ou pessoal. Mostrar carros, viagens e bens de luxo como consequência direta de uma aposta pode induzir o público a uma conclusão irrealista.
O que muda para afiliados e sites de conteúdo?
Um afiliado normalmente recebe comissão quando um usuário realiza cadastro, depósito ou outra ação depois de acessar um link rastreado.
Consequentemente, o link possui natureza comercial e precisa ser identificado de forma transparente.
Isso não significa que todo artigo com link afiliado seja proibido. Contudo, o conteúdo não deve esconder a relação econômica, promover operador não autorizado ou apresentar promessas enganosas.
Um site afiliado também precisa diferenciar claramente:
- análise editorial;
- informação técnica;
- fonte oficial;
- botão promocional;
- link que pode gerar comissão;
- experiência pessoal do autor;
- condição fornecida pelo operador.
Além disso, uma avaliação não deve receber uma nota elevada apenas porque a plataforma paga uma comissão maior. Critérios de segurança, autorização, pagamentos, suporte e clareza dos termos precisam permanecer relevantes.
O CONAR inclui expressamente afiliados, parceiros, influenciadores e embaixadores entre os terceiros que devem observar as regras do Anexo X.
Consulte o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária para conhecer as diretrizes éticas aplicáveis.
Quais promessas são proibidas na publicidade do Tigrinho?
A publicidade deve apresentar informações verdadeiras e não pode induzir o consumidor ao erro sobre riscos, probabilidades, resultados ou condições da oferta.
Portanto, devem ser evitadas afirmações que indiquem ganhos certos, fáceis, elevados ou previsíveis.
Entre os exemplos problemáticos estão:
- “ganho garantido”;
- “renda diária com o Tigrinho”;
- “método sem risco”;
- “horário em que o jogo sempre paga”;
- “robô que prevê as rodadas”;
- “recupere suas perdas hoje”;
- “transforme um pequeno depósito em salário”;
- “saque imediato garantido”;
- “a plataforma libera prêmio para todos”;
- “quanto mais jogar, maior será sua chance de ganhar”.
Além disso, o anúncio não deve criar uma ilusão de controle. O consumidor não pode ser levado a acreditar que um padrão visual, sequência, horário, sinal ou grupo privado consegue prever categoricamente o próximo resultado.
Para entender melhor esse tipo de alegação, consulte nosso conteúdo sobre Jogo do Tigrinho falso, páginas clonadas e golpes .
Uma demonstração pode usar saldo fictício?
Uma demonstração precisa ser apresentada de modo que o consumidor entenda claramente o que está vendo.
Portanto, se o saldo não representa dinheiro real, essa condição não deve ser escondida. O mesmo cuidado vale para vídeos editados, contas de teste, resultados patrocinados ou valores fornecidos pela plataforma.
Caso contrário, o público pode interpretar uma simulação como prova de uma retirada real ou de uma estratégia lucrativa.
É permitido anunciar plataformas não autorizadas?
As novas regras proíbem a divulgação de marcas, aplicativos, sites ou perfis de plataformas que não estejam autorizadas a operar no Brasil.
Além disso, desde 1º de janeiro de 2025, os operadores com autorização federal utilizam sites terminados em .bet.br.
Portanto, antes de promover uma plataforma, o anunciante precisa verificar a empresa, a marca autorizada e o domínio realmente utilizado.
Um logotipo conhecido ou uma referência visual ao Ministério da Fazenda não comprova autorização. Inclusive, páginas irregulares podem copiar símbolos, selos e elementos institucionais para transmitir uma falsa sensação de legitimidade.
A situação atual dos operadores pode ser conferida na lista oficial de empresas autorizadas .
Entretanto, esta página não substitui nossa análise específica de regulamentação. Para aprofundar o assunto, consulte Jogo do Tigrinho é legal no Brasil? .
Como as regras protegem crianças e adolescentes?
Toda publicidade de apostas direcionada a menores de 18 anos é considerada abusiva. Por isso, as campanhas precisam ser planejadas exclusivamente para o público adulto.
A proteção não se limita à inclusão de um símbolo “18+”. Também devem ser avaliados o canal, o horário, o público da página, a linguagem, os personagens, as músicas, as animações e os demais elementos utilizados.
Além disso, anúncios de apostas não devem aparecer em ambientes predominantemente frequentados por crianças e adolescentes, como escolas ou espaços de atendimento infantil.
O Código do CONAR estabelece ainda que pessoas apresentadas praticando apostas ou ocupando papel de destaque devem ser e parecer maiores de 21 anos.
Entre as práticas incompatíveis com a proteção de menores estão:
- convidar adolescentes a experimentar o jogo;
- apresentar a aposta como sinal de maturidade;
- utilizar influenciadores cujo público seja predominantemente infantil;
- empregar linguagem típica de conteúdo para crianças;
- exibir anúncios em páginas destinadas a menores;
- usar produtos infantis como suporte promocional;
- ignorar ferramentas de segmentação etária;
- incentivar o compartilhamento do anúncio com menores.
O personagem do tigre pode aparecer em uma publicidade?
A presença de um tigre ou de outro personagem animal não torna uma campanha automaticamente regular ou irregular.
Entretanto, a regulamentação proíbe o uso de imagens, personagens, linguagem ou outros elementos utilizados para atrair crianças e adolescentes.
Portanto, a análise precisa considerar o conjunto da peça. Um personagem apresentado com linguagem adulta, advertências visíveis, segmentação correta e contexto informativo é diferente de uma campanha construída como desenho infantil, com voz de criança, brinquedos ou convite dirigido a menores.
Essa questão é especialmente importante no caso de Fortune Tiger, porque o personagem central possui aparência colorida e pode ser reconhecido facilmente.
Consequentemente, anunciantes não devem presumir que a classificação adulta do produto resolve qualquer problema. O visual e a distribuição da campanha também precisam ser analisados.
Personagem adulto não significa publicidade infantil
O ponto principal é como o personagem, a linguagem, o canal e o público são combinados. A campanha não pode utilizar esses elementos para despertar o interesse específico de menores.
Como as regras afetam Instagram, TikTok e YouTube?
As obrigações não desaparecem porque o conteúdo foi publicado em uma rede social. Stories, Reels, vídeos curtos, transmissões e publicações patrocinadas continuam sujeitos às regras aplicáveis.
Instagram e Facebook
Em uma imagem patrocinada, a advertência precisa permanecer visível na própria peça. Além disso, a identificação comercial deve aparecer de forma clara desde o primeiro contato.
Stories também exigem cuidado com botões, nomes de perfil e áreas da interface que podem cobrir textos importantes.
TikTok e vídeos curtos
Em vídeos rápidos, não é adequado mostrar a advertência durante apenas um instante impossível de ler.
Além disso, música, edição acelerada, efeitos e linguagem não devem transformar a aposta em brincadeira infantil ou desafio sem risco.
YouTube e transmissões ao vivo
Vídeos patrocinados precisam identificar a relação comercial. Da mesma forma, links na descrição e comentários fixados devem ser apresentados com transparência.
Durante uma transmissão, o apresentador não deve prometer resultados, esconder perdas ou pressionar o público a depositar imediatamente.
Telegram e WhatsApp
Grupos e canais utilizados para promover plataformas também podem possuir finalidade publicitária.
Portanto, expressões como “grupo privado” ou “comunidade exclusiva” não eliminam a necessidade de transparência.
Além disso, grupos que divulgam supostos sinais, horários pagantes e plataformas não autorizadas apresentam riscos adicionais.
Qual é a diferença entre conteúdo editorial e publicidade?
Um conteúdo editorial procura informar, comparar, investigar ou explicar um assunto com base em critérios próprios.
Já a publicidade tem a finalidade de promover uma marca, produto ou serviço e estimular uma ação comercial.
Entretanto, os dois formatos podem aparecer na mesma página. Um artigo pode conter análise independente e, ao mesmo tempo, apresentar um link afiliado.
Nesse caso, a relação comercial precisa ser informada sem transformar toda a análise em propaganda disfarçada.
| Característica | Conteúdo editorial | Publicidade |
|---|---|---|
| Objetivo principal | Informar, explicar ou analisar. | Promover uma marca ou estimular uma ação. |
| Relação econômica | Pode não existir remuneração. | Normalmente existe pagamento, comissão ou benefício. |
| Identificação | Autor, data e critérios editoriais. | Deve ser reconhecida imediatamente como comercial. |
| Links | Fontes, documentos e conteúdos relacionados. | Links rastreados, cupons ou chamadas comerciais. |
| Advertências | Dependem do formato e do conteúdo. | Devem seguir as exigências aplicáveis à campanha. |
Uma reportagem paga ou um artigo criado para promover uma empresa deve ser identificado de forma apropriada. Portanto, o formato de notícia não pode ser utilizado para esconder uma campanha.
Como avaliar uma publicidade do Jogo do Tigrinho?
Antes de clicar em um anúncio, observe se a peça apresenta informações suficientes para uma decisão consciente.
Utilize esta lista:
- A publicação está claramente identificada como publicidade?
- O anunciante responsável pode ser reconhecido?
- A plataforma aparece na lista oficial de autorizadas?
- O domínio divulgado termina em .bet.br?
- A advertência do Ministério da Fazenda está visível?
- O alerta ocupa espaço suficiente na peça?
- Existe indicação de que o serviço é destinado a maiores de 18 anos?
- O anúncio evita prometer ganhos garantidos?
- A aposta não é apresentada como investimento ou renda?
- O conteúdo não utiliza pressão ou urgência artificial?
- As condições do bônus podem ser consultadas?
- O link encaminha para o domínio correto?
- O conteúdo evita personagens e linguagem dirigidos a menores?
- A relação do influenciador com a marca está clara?
A ausência de apenas um elemento não prova automaticamente a existência de fraude. Entretanto, vários sinais combinados justificam uma análise mais cuidadosa.
Desconfie da urgência artificial
Frases como “deposite nos próximos cinco minutos” ou “última chance de recuperar suas perdas” podem estimular uma decisão impulsiva.
Além disso, a publicidade não deve menosprezar quem prefere não jogar nem pressionar o consumidor a provar coragem, maturidade ou capacidade financeira.
Leia as condições antes de aceitar bônus
Um valor promocional pode possuir requisitos de aposta, prazo, jogos elegíveis e limites de conversão.
Portanto, a publicidade não deve destacar somente o número maior e esconder as condições necessárias para utilizar ou retirar o saldo.
Como o jogodotigrinho.online identifica publicidade?
O jogodotigrinho.online é um projeto editorial e não administra contas, depósitos, rodadas ou saques.
Alguns conteúdos podem conter links comerciais. Quando isso acontece, o projeto pode receber uma comissão caso o leitor realize determinada ação em uma plataforma externa.
Entretanto, a existência de uma relação comercial não deve ser escondida. Por isso, links afiliados, botões promocionais e chamadas comerciais precisam ser diferenciados das fontes utilizadas no conteúdo.
Além disso, nossos artigos não devem apresentar Fortune Tiger como investimento, renda ou método garantido de ganhar dinheiro.
Os principais compromissos do projeto são:
- separar informação editorial e publicidade;
- indicar quando um link possui finalidade comercial;
- consultar fontes oficiais para informações regulatórias;
- não divulgar estratégias garantidas;
- não apresentar prints isolados como prova de resultado;
- não direcionar conteúdo comercial a menores;
- atualizar informações quando regras importantes mudarem;
- publicar conteúdos sobre prevenção e jogo responsável.
Os critérios completos estão explicados em nossa metodologia editorial .
Informação e publicidade devem permanecer separadas
Um conteúdo comercial precisa ser reconhecido imediatamente. Além disso, nenhuma campanha deve prometer resultados garantidos ou apresentar apostas como investimento.
CONHECER NOSSA METODOLOGIAPublicidade responsável também inclui prevenção
A transparência publicitária não se resume a inserir uma hashtag ou uma frase obrigatória.
Uma comunicação responsável precisa reconhecer que as apostas envolvem risco de perda e podem causar impactos financeiros, emocionais e familiares.
Portanto, campanhas não devem incentivar o usuário a perseguir prejuízos, cancelar retiradas ou utilizar dinheiro destinado a despesas essenciais.
Além disso, operadores e divulgadores não deveriam tratar mecanismos de controle como obstáculos. Limites, pausas e autoexclusão são ferramentas de proteção.
Consulte nosso guia sobre Jogo Responsável para conhecer sinais de perda de controle e medidas de prevenção.
Para bloquear de uma só vez as plataformas autorizadas abrangidas pelo sistema brasileiro, veja também o conteúdo sobre autoexclusão centralizada .
Conclusão: publicidade do Jogo do Tigrinho em 2026
A publicidade do Jogo do Tigrinho precisa observar as regras aplicáveis às apostas e aos jogos online oferecidos por plataformas autorizadas no Brasil.
Desde 17 de julho de 2026, os anúncios devem apresentar uma advertência oficial do Ministério da Fazenda de forma horizontal, clara e legível, ocupando pelo menos 10% da área da peça.
Além disso, a responsabilidade pode alcançar operadores, agências, influenciadores, afiliados, parceiros e outros participantes da divulgação.
Uma publicação comercial também precisa ser identificada imediatamente. Portanto, não é adequado esconder a relação econômica em hashtags, comentários ou informações exibidas somente no fim do conteúdo.
Da mesma forma, a propaganda não pode promover plataformas não autorizadas, prometer ganhos garantidos, apresentar o jogo como investimento ou estimular o público a tentar recuperar perdas.
A proteção de crianças e adolescentes também foi reforçada. Consequentemente, personagens, animações, linguagem, canais e influenciadores não podem ser utilizados para atrair menores.
Finalmente, o consumidor deve verificar anunciante, domínio, autorização, advertência e condições antes de seguir qualquer chamada promocional.
Uma publicidade transparente não elimina os riscos das apostas. Entretanto, permite que o público reconheça a natureza comercial da mensagem e tome uma decisão mais informada.
Perguntas frequentes sobre publicidade do Jogo do Tigrinho
Quais são as novas regras para publicidade de apostas em 2026?
Os anúncios devem apresentar uma das advertências oficiais do Ministério da Fazenda. Além disso, foram reforçadas a responsabilidade dos participantes da divulgação, a proteção dos consumidores e a proibição de promover operadores não autorizados.
Quando as novas advertências entraram em vigor?
As novas exigências relacionadas às advertências passaram a valer em 17 de julho de 2026.
Quanto espaço a advertência precisa ocupar?
A mensagem precisa ocupar pelo menos 10% da área do anúncio, além de ser apresentada na horizontal, de forma clara e legível.
Quais frases podem ser usadas?
A propaganda deve utilizar uma das três advertências determinadas pelo Ministério da Fazenda: apostar pode causar dependência, apostar faz você perder dinheiro ou aposta não é investimento.
Influenciadores precisam identificar publicidade?
Sim. Quando existe uma relação comercial, a natureza publicitária deve ser clara e imediatamente reconhecível pelo consumidor.
Uma hashtag no fim da legenda é suficiente?
Pode não ser. A identificação precisa ser ostensiva e percebida desde o primeiro contato, e não escondida entre várias hashtags ou depois do botão “ver mais”.
Afiliados também precisam seguir as regras?
Sim. O Código do CONAR inclui afiliados, parceiros, embaixadores e outros terceiros envolvidos na divulgação de apostas.
É permitido anunciar uma plataforma internacional?
Somente a condição internacional não é suficiente. Para ser promovida ao público brasileiro, a plataforma precisa cumprir as regras e possuir a autorização aplicável no país.
Como verificar se uma plataforma é autorizada?
Consulte a lista oficial do Ministério da Fazenda e confirme se a marca e o domínio correspondem ao operador autorizado. Os sites com autorização federal utilizam a extensão .bet.br.
Um anúncio pode prometer ganho garantido?
Não. A publicidade não deve apresentar resultados certos, fáceis ou elevados nem criar a impressão de que existe um método capaz de controlar as rodadas.
É permitido dizer que o Tigrinho é investimento?
Não. As apostas não devem ser apresentadas como investimento, renda, salário ou solução para dificuldades financeiras.
Uma publicidade pode mostrar carros e viagens?
O problema surge quando esses bens são apresentados como consequência garantida ou provável das apostas, criando uma associação enganosa com sucesso financeiro ou social.
O personagem do tigre pode aparecer no anúncio?
O personagem não é automaticamente proibido. Entretanto, não pode ser utilizado com imagens, linguagem ou contexto destinados a atrair crianças e adolescentes.
Todos os anúncios precisam exibir 18+?
As diretrizes do CONAR determinam que as publicidades de apostas indiquem claramente que a atividade é proibida para menores de 18 anos.
Conteúdo editorial é a mesma coisa que publicidade?
Não. Um conteúdo editorial possui finalidade informativa. Entretanto, quando existe remuneração, comissão, benefício ou promoção de uma marca, a relação comercial precisa ser revelada.
Uma publicação com link afiliado pode ser editorial?
Sim, desde que a relação comercial seja identificada e a análise não esconda informações relevantes, faça promessas enganosas ou promova operadores não autorizados.
Posso denunciar uma publicidade irregular?
O consumidor pode guardar capturas de tela, links, data e identificação do perfil e utilizar os canais oficiais de defesa do consumidor, fiscalização ou autorregulamentação publicitária.
